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Afrofuturista

by Ellen Oléria

  • Label: Fidellio
  • Genres: MPB, Latin
  • Release Date: Apr 29, 2016

$6.99

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    • Label: Fidellio
    • Genres: MPB, Latin
    • Release Date: Apr 29, 2016

    Ellen Oléria traz o afrofuturo na palma da mão

    Terceiro disco solo versa sobre ancestralidade, amor e esperança

     

    O novo ciclo de Ellen Oléria já começou – tem a ver com a mudança para São Paulo, prestes a completar um ano e, principalmente, com o lançamento do aguardado “Afrofuturista” (independente). Aos poucos, a metrópole vai cabendo na palma da sua mão e escancarando as suas trilhas urbanas e sonoras. Das 20 músicas gravadas, 13 foram escolhidas para o álbum, terceiro solo que, contando com os discos das bandas Soatá e Pret.utu, vira o quinto da carreira desta artista de 33 anos que canta, compõe, toca violão e guitarra e ainda é atriz formada pela Universidade de Brasília (UnB).

     

    Quando fala sobre o CD, são nomes de músicxs, produtorxs, arranjadorxs e compositorxs que aparecem primeiro. Vaidade ela só tem quando escolhe o figurino sempre exuberante e o que vai no prato. Vegetariana, assim como a produtora Poliana Martins (sua esposa e autora dos versos da faixa “Eu posso ser mais”), Ellen vem entrando em forma desde que venceu a primeira edição do The Voice Brasil, em 2012. Além do cuidado com a alimentação, ela agora faz exercícios regulares e até investe numas corridas pelo Ibirapuera ou pelo Minhocão. Um dos seus talentos é a simpatia genuína. Bobeou e lá está Ellen trocando uma ideia com um alguém que a reconhece. Antes mesmo de dizer o nome do disco, Ellen dá o crédito às amizades que ajudaram a trazer esse “Afrofuturista” para o presente. E que presente!

     

    A estética da nova bolacha tem muito a ver com a leveza da produção de Felipe Viegas e o toque certeiro de alabê do baiano Gabi Guedes, percussionista da Orkestra Rumpilezz; nasceu junto com os versos afiados de Roberta Estrela D’Alva e o vozeirão da cubana Yusa; traz a sonoridade das alfaias de Seu Estrelo e o Fuá de Terreiro e a plasticidade dos arranjos de Pedro Martins. O disco foi todo gravado em Brasília, onde a cantora viveu até outro dia e que aplaude a sua música desde o bê-a-bá. “A nave”, por exemplo, fala de uma cidade em movimento e remete ao avião que dá forma ao Plano Piloto, com as suas asas Norte e Sul. Ellen está fixando o microfone no concreto paulistano, mas sabe que, a qualquer momento, pode voltar. “Quero viajar mais uma vez pilotando a nave”, avisa o refrão. 

     

    “A gente tá falando de rotas e raízes, identidade, pertencimento. Por isso, o nome do disco não é qualquer futurismo, é um afrofuturismo. Não bélico, soror e solidário, mas baseado no conceito mais revolucionário que conheci na vida: o amor”, diz. Esperançosa, cita um texto de Mateus Aleluia, cantor integrante do legendário grupo Os Tincoãs e pesquisador incansável, para explicar o que narra em ritmo de samba, afoxé, maracatu, carimbo e um forró caribenho: “Nós somos a descendência e nós somos também a ancestralidade. Somos a herança e também a promessa. É a verdadeira volta, uma espiral-ouróboros, porque é como se fosse a cobra mordendo a própria cauda. Quando fala no ancestral, a gente fala também em quem há de vir. Aquilo que é e que já foi. Essa é a nossa forma ancestral de existir”. 

     

    Antigamente, as músicas ganhavam fama e caíam nas graças do público que batia ponto nos saraus para, só então, serem gravadas. “Afrofuturista” tem mais esse trunfo. Ellen vem testando (“Alô, alô, som!”) essa coleção há algum tempo e selecionou para a bolacha exatamente o que queria, o que provou e sabe que funciona ao vivo, o que está com muita vontade de espalhar pelo planeta. “É muito gostoso ver nos shows que o povo já decorou esse repertório. Agora temos o disco e chegou a hora de mais gente, muito mais gente (risos), conhecer o trabalho”, fala, com brilho nos olhos e o timbre macio que o Brasil já conhece tão bem.

     

    Sobre a faixa título “Afrofuturo”, nas palavras da própria Ellen:

    Num tempo de muita violência, de extermínio das populações jovens e de outras espécies de vidas, extermínio baseado nas diferenças, o “Afrofuturo” nos convida a construir hoje uma reconexão com a solidariedade e com o amor - lembrando que só temos este tempo pra ser, estar e construir o desejo a partir da matéria do sonho: Agora. E, é claro, ninguém dá o que não tem, mas o que a gente tem, partilha.

    • 1. Afrofuturo 3:10
      Artist: Ellen Oléria Share
    • 2. A Nave (ft. Seu Estrelo e o Fuá de Terreiro) 4:04
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    • 3. Intro Afoxe 1:07
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    • 4. Afoxe do Mangue (ft. Roberta Estrela D'alva) 4:05
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    • 5. Slow Motion 4:19
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    • 6. Verao 4:23
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    • 7. Luz do Amor 3:42
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    • 8. Mudernage 4:35
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    • 9. Sabado Feira 3:38
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    • 10. Forro da Olinta 3:31
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    • 11. Mandala 3:49
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    • 12. Areia (ft. Yusa) 4:10
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    • 13. Cigana 3:56
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    • 14. Eu Posso Ser Mais 1:12
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    • 15. Solta na Vida 5:19
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    • 16. Samba da Zefa 3:37
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    • 17. Afrofuturo Remix 3:19
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    Discography

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